15 de jul de 2011

Desculpe a intromissão

A foto do Dalai é para tentar me redimir. Mas eu simplesmente adoro ouvir o papo dos outros no restaurante, na padaria, no parque, no elevador. Faço isso sempre que posso.
Ontem ouvi um bom. O assunto já estava rolando animadamente mas me fisgou na hora em que uma das duas amigas falou em alto em bom som.
- Eu fui puxando e tinha uns 20 centímetros. Bem duro.
A outra disse:
- Sei como é: duro e espetado.
Ela concordou:
- Isso mesmo.
Quando eu estava achando que a coisa ia ser brilhante, com um potencial tremendo, a moça esclareceu:
- Será que eu já devia começar a pintar meus cabelos brancos agora?
A amiga.
- Não, boba. Você tem pouquinho. Arranca.

Moral da história: antes dos cabelos brancos aparecerem a vida é bem mais divertida.

8 de jul de 2011

Perdendo pontos

Digamos que a primeira impressão que você causou em alguém tenha sido boa e agora vem a sua chance de mostrar um pouco mais sobre esta fonte inesgotável de carisma e sex appeal que você é. Nesta hora, é bom ter em mente que algumas coisas contam pontos positivos, outras, pontos ladeira abaixo. Fonte: o pessoal que eu conheço.

Evite falar “Com certeza”. Se você não tiver nada para comentar sobre um assunto, não diga nada. Falar “com certeza” é um sintoma de que você não é capaz de improvisar, de evoluir o papo. Ou seja: de que você não tem certeza de nada.

Se você tiver mais de 8 anos de idade, pense bem na hora de escolher a cor do seu esmalte e, por misericórdia, não pinte desenhos nas suas unhas. Nenhum. Nem paisagem com coqueiro nem estrelinha. Vai por mim. Se tiver menos de 8 anos, não use esmalte.

Você fez uma tatuagem, sabe que não sai mais. Ok. O que talvez você esqueça é que as pessoas podem ver as suas tatuagens. E nem sempre elas vêm acompanhadas da explicação ou do contexto que fez tanto sentido para você. Coisas escritas pelo corpo podem ser bem estranhas. Nomes de pessoas geralmente são uma grande cagada. Nem se for o nome da pessoa mais importante da sua vida, tipo sua mãe. Homem com nome da mãe tatuado, por exemplo, é motivo para terapia freudiana.

Você sabe escrever? Se sabe, você só precisa se preocupar com o conteúdo do que vai postar no Facebook ou mandar por sms. Agora, se não tem a manha, melhor ligar ou falar pessoalmente, tá? Gente que escreve errado é broxante (ou brochante?).

Não faça barulho para tomar café, cerveja ou sopa. Bebe direitinho, como sua mãe ensinou que era bonito. Se ela não ensinou, aceite o toque.

O que você gosta de assistir na TV é problema seu. Mas não saia por aí incorporando os bordões da Rede Globo nas suas frases. Nem da novela, nem dos apresentadores, nem dos quadros do Zorra Total. Acho isso “mara”, “tô pagano”, gosto do Fulano “no pessoal e no profissional”. Você pode fazer melhor do que isso. Força.

Ah, importante: não use calça saruel.