24 de ago de 2008

Breve história de quase tudo

Se existem duas frases que eu uso com freqüência, são “Eu sou uma pessoa rasa” e “Me explica como se eu fosse uma criança de 5 anos”. Estou longe de ser burra, mas digamos que os assuntos que me interessam e que eu conheço com alguma (eu disse alguma) profundidade são aparentemente os mais bestas, estúpidos, simples. Do que as pessoas consideram realmente relevante, conheço pouco e assumo. Exemplo: nunca li nada do Hemingway, mas conheci vários bares pelo mundo em que o pinguço tinha mesa cativa. O que me faz simpatizar muito com ele. Mas antes de ler O Velho e o Mar, sou muito mais obstinada em assistir ao último episódio de Seinfeld.
Entendeu o nível do que eu chamo de rasa? Ok.
É por estas e outras que veio parar nas minhas mãos um livro chamado “Breve história de quase tudo”, do Bill Bryson. Um autor americano de best-sellers (eu sei que soa péssimo), um cara que decidiu fazer uma pesquisa de 3 anos sobre o big-bang, as partículas atômicas, a evolução da espécie e do universo e fazer exatamente o que eu sempre peço: explicar como se estivesse falando com uma criança. Claro que 5 anos é força de expressão, mas o livro é tão leve e prazeroso de ler, que dá uma tremenda inveja. Eu realmente admiro quem sabe se expressar de uma maneira tão simples, clara e acessível. Quero que ele se foda muito, de tanta inveja que eu tenho.
Sabe como o desgraçado, filhodaputa, lazarento consegue descrever o trabalho do australiano Robert Evans, que tem um telescópio no terraço de sua casa a uns 80km de Sydney e dedica parte da sua vida para caçar supernovas (já para o Google, bem)? Assim:
“... imagine uma mesa de jantar comum, coberta com uma toalha preta. Alguém joga um punhado de sal sobre a mesa. Os grãos espalhados podem ser comparados a uma galáxia. Agora imagine outras 1500 mesas iguais – número suficiente para lotar um estacionamento do Wall-Mart ou para formar uma linha com mais de 3km de comprimento – cada qual com um arranjo aleatório de sal em cima. Agora acrescente 1 grão de sal a uma das mesas e deixe Bob Evans caminhar por entre elas. De relance, ele o localizará. O grão de sal é a supernova.”
Se rasga, maluco. Eu te odeio. Muito. É tão legal, tão bem escrito que dá raiva. Eu estou completamente viciada no livro. Recomendo com louvor e estrelinhas. Como uma criança de 5 anos.

11 comentários:

Luccas Jones disse...

HAHAHA...
Eu digo que sou fútil as vezes, mas nem é ser fútil, é que sou meio desinteressado naquilo que todo mundo coloca 'no topo'.

Amei o post^^

Beeeeijos!

Gi disse...

hum, deu vontade de ler.
vou procurar. tks pela dica.
bjbj

Anônimo disse...

Tbem gosto de simplicidade. Odeio textos herméticos.
É preciso saber muito para simplificar coisas complexas.

gera / man in the box disse...

arrasa

to carante de boas referencias literarias

adoro uma leiturinha, mas confesso q to longe de ir pra feira de paraty

Anônimo disse...

Já li. Este livro é fantástico. É de se recomendar mesmo. Beijo para você.

Carmen

Alex disse...

tava pensando nisso outro dia...melhor do que escrever a coisa toda bonita e certinha é escrever de uma forma que todo mundo entenda e que mesmo assim ainda pareça bonito e certinho...vou ver se leio o livro...amo o assunto tbm.

Adorei o blog...mandaria ele facil por spam...hehe..

bju.

Evertones disse...

Blog bacana mesmo, :D

Cheguei aqui por acaso, vou marcar na minha lista de blogs que acompanho :)

Bjus!

Bia disse...

Gosto de ler o que vc escreve. Vamos ver se tbem gosto de ler o que vc lê. Parece bem interessante: o tema e o estilo do escritor. Bacanérrimo.

Luciana disse...

Gostei do assunto. Taí um livro que talvez me passasse batido. Vou procurar saber. bjs e saudades, viu? Potato tá causando aqui, já derrubou uma taça de vinho nele mesmo e pisou na berinjela (literalmente). bjs!

Anônimo disse...

Tô aqui pra falar que AMEI o blog! Vou voltar sempre!

Carlos Wilker disse...

"Se rasga, maluco."
Vou anotar. Sério.