18 de fev de 2009

Tokyo Panorama Mambo Boys está de volta


Os fãs do mambonsai podem preparar as maracas. A saudosa banda Tokyo Panorama Mambo Boys voltou com tudo, gravando o CD Mambo Dèco que já está esgotado no e-Bay. Paradise Yamamoto, Comoesta Yaegashi e Gonzalez Suzuki decidiram fazer de 2008 o grande ano da retomada da banda. Fiquei tão feliz quando soube que resolvi contar para todo mundo. Como assim, não conhece? Acho grave.

PS: Agora, eventualmente, vai ter fotinho.
PS2: Bassettones, nada disso seria possível sem você. Meu eterno obrigada.

15 de fev de 2009

Grande amigo

As três eram amigas de infância e decidiram dar uma festa de aniversário juntas. Além dos amigos em comum, cada uma tinha uma lista de convidados que as outras duas não conheciam. Arranjaram um espaço grande e, quando viram, já eram mais de 500 pessoas dançando. Entre elas, um anão. Um cara muito figura e animado que circulava em todas as rodinhas de bate-papo, contava histórias, todo mundo ria dele. Na hora de ir ao bar pegar uma bebida, ele fazia sempre uma piada para quem estivesse ao lado, pedindo ajuda para alcançar o copo. Rapidamente, quase todas as 500 pessoas da festa já tinham trocado alguma idéia e simpatizado com ele.
O tempo foi passando, o álcool fazendo efeito e o anão começou a dançar performático. Era realmente muito figura. Foi visto dançando de rostinho colado ou aconchegado entre os peitos de pelo menos 6 mulheres diferentes. Como? Ele pedia e elas o pegavam no colo, como se fosse uma criança, e dançavam com ele enquanto agüentavam o peso. Todo mundo ria e se divertia com a cena. O cara era mesmo muito gente boa e muito amigo da galera. Mais horas se passaram, mais piadas no bar para alcançar a bebida e o anão começou a aproveitar sua estatura, que coincidia com a maioria das bundas presentes, para dar uns tapinhas na mulherada. Mas ninguém levou a mal, afinal ele era tão figura e tão amigo das aniversariantes. Duvido que alguém tenha se divertido e aprontado mais na festa do que o pequenino gente fina.
No dia seguinte, as três amigas foram almoçar juntas para ver as fotos e fofocar sobre o sucesso da festa. A pergunta que fizeram quase em coro foi: Quem era aquele anão figura, que passou a mão na minha bunda? Ué, pensei que era seu amigo. Só não reclamei quando ele passou a mão na minha por isso. Meu amigo? Nunca vi na vida. Ele passou a mão na bunda do meu marido, mas ele achou que era amigo de vocês e deixou quieto. Gente, eu dancei com ele no colo, ele pôs a cara no meio dos meus peitos. Eu fiquei muito sem graça, mas achei que era amigo de vocês e fingi que não era nada.
Deram meia dúzia de telefonemas. Nenhum amigo conhecia o anão. A maioria também tinha sido incovenientemente bolinada por ele mas deixou para lá, afinal ele parecia inofensivo e amigo para caralho.
Era um safado, pervertido. Todo mundo pensou nisso, mas ninguém falou nada porque seria politicamente incorreto.

PS: Ju-ro que aconteceu.

8 de fev de 2009

Comer, rezar, amar. E engolir.

Bem feito para mim. Sempre com tanta resistência a livros de auto-ajuda. Sempre me negando a ler, fazendo piadas a respeito e tendo uma certa peninha de quem embarca nessa. Bem-fei-to.
Aqui estou eu, terminando o primeiro livro “destes” que comecei a ler com preconceito e vergoinha, mas li porque foi indicação de uma amiga que tem tanto senso crítico quanto eu. Foi ela quem me mandou um e-mail se justificando: “eu jamais compraria um livro que vem com um splash na capa que diz: mais de 4 milhões de exemplares vendidos e Seja também a heroína de sua própria jornada, mas comprei e estou devorando”. Eu não comprei. Esperei ela terminar e peguei emprestado. Eu é que não seria a trouxa que compraria a edição de nº 4.000.001. Nem pensar. Acontece que o livro fala exatamente do que nós temos falado nas nossas intermináveis conversas (truque básico dos autores de auto-ajuda: falar exatamente do seu problema). Pronto, agora que eu também já me justifiquei bastante com você, vamos ao que eu, de fato, gostaria de dizer aqui.
A maioria dos meus amigos é ateu e têm suas razões (literalmente). Eu, pelo contrário, estou descobrindo que acredito em deus de pouquíssimo tempo para cá. Adoro igrejas e elas sempre me emocionam demais. Acontece que não vou porque não gosto de padres. Meu papo com O Barba é tête à tête. E, por mais que eu tentasse fazer um altarzinho, acender velas e criar meu próprio ritual fofo para falar com o Barba, tenho muita dificuldade de concentração. No meio da oração ou do “papo”, meu pensamento escapa e eu começo a pensar que preciso ir urgente comprar a ração do cachorro. Neste livro, a autora decide encontrar a sua própria forma de falar com deus. E fez cair em mim uma ficha tão estúpida e tão óbvia. Me fez perceber que a minha melhor maneira de falar com o Barba é por escrito. Claro. Toda vez que eu preciso falar alguma coisa importante para alguém, penso primeiro por escrito. Para pedir demissão para aquele chefe bolha, para declarar meu amor para aquele cara, para ter aquele papo necessário com a amiga. Eu sempre escrevi o que queria dizer antes de falar. Veja bem, a experiência da autora do livro é completamente diferente da que ele despertou em mim. Ela decide ir para a Índia meditar e eu não vou fazer nada disso, até porque “isso” virou tema da novela das 8. Era só o que me faltava. Mas pensar a respeito me fez descobrir coisas bem profundas sobre mim. E é por isso que eu estou aqui, pagando o mico de recomendar um livro de auto-ajuda. Mas não se preocupem. Por mais que eu tenha me identificado com vááááários capítulos, continuo resistente a estas porcarias. Melhor: agora posso meter o pau com mais propriedade porque já li e, confesso, já gostei.

Ah, esqueci de dizer: “Comer, rezar, amar” de Elizabeth Gilbert. Ed. Objetiva. Vê se arranja emprestado porque tem gente demais que já comprou.