6 de mar de 2015

Leo

Com 16 anos, tomei vergonha na cara e decidi começar a trabalhar. Achava o fim ter que pedir dinheiro até para comprar uma Capricho. Meu primeiro emprego foi numa locadora de vídeo (nem existia DVD nessa época, mas abafa) e o nome da minha primeira chefe era Leoni. Por razões óbvias, ela preferia ser chamada de Leo. Gente boa demais.

Nos últimos 6 anos, trabalhei para outra Leo. Uma agência encantadora, humana, guiada pela filosofia do cara boa praça aí da foto: Mr. Leo Burnett.
Cheguei em 2008, convidada pelo meu ídolo e hoje também grande amigo, Ruy Lindenberg. Tive certeza de que nunca tinha visto uma agência assim.

Se não fosse a Leo eu jamais teria conhecido pessoas espetaculares como o Osvaldinho, a Ritinha, o Javi, o Celsum e o Wando. Jamais teria falado tanto portuñol, comido a paella da Fê Moura nem sambado no elevador com a Stella e a Carlotinha. Não teria feito tantos amigos queridos nem cantado tanto em karaokês. Não teria comprado uma casa nem superado a síndrome do pânico.

Sou feliz e muito grata. Por tudo.
De 2008 para cá eu mudei muito e a Leo também. Não tenho a menor dúvida de que a hora certa de sair é antes que uma de nós fique completamente irreconhecível.