As três eram amigas de infância e decidiram dar uma festa de aniversário juntas. Além dos amigos em comum, cada uma tinha uma lista de convidados que as outras duas não conheciam. Arranjaram um espaço grande e, quando viram, já eram mais de 500 pessoas dançando. Entre elas, um anão. Um cara muito figura e animado que circulava em todas as rodinhas de bate-papo, contava histórias, todo mundo ria dele. Na hora de ir ao bar pegar uma bebida, ele fazia sempre uma piada para quem estivesse ao lado, pedindo ajuda para alcançar o copo. Rapidamente, quase todas as 500 pessoas da festa já tinham trocado alguma idéia e simpatizado com ele.
O tempo foi passando, o álcool fazendo efeito e o anão começou a dançar performático. Era realmente muito figura. Foi visto dançando de rostinho colado ou aconchegado entre os peitos de pelo menos 6 mulheres diferentes. Como? Ele pedia e elas o pegavam no colo, como se fosse uma criança, e dançavam com ele enquanto agüentavam o peso. Todo mundo ria e se divertia com a cena. O cara era mesmo muito gente boa e muito amigo da galera. Mais horas se passaram, mais piadas no bar para alcançar a bebida e o anão começou a aproveitar sua estatura, que coincidia com a maioria das bundas presentes, para dar uns tapinhas na mulherada. Mas ninguém levou a mal, afinal ele era tão figura e tão amigo das aniversariantes. Duvido que alguém tenha se divertido e aprontado mais na festa do que o pequenino gente fina.
No dia seguinte, as três amigas foram almoçar juntas para ver as fotos e fofocar sobre o sucesso da festa. A pergunta que fizeram quase em coro foi: Quem era aquele anão figura, que passou a mão na minha bunda? Ué, pensei que era seu amigo. Só não reclamei quando ele passou a mão na minha por isso. Meu amigo? Nunca vi na vida. Ele passou a mão na bunda do meu marido, mas ele achou que era amigo de vocês e deixou quieto. Gente, eu dancei com ele no colo, ele pôs a cara no meio dos meus peitos. Eu fiquei muito sem graça, mas achei que era amigo de vocês e fingi que não era nada.
Deram meia dúzia de telefonemas. Nenhum amigo conhecia o anão. A maioria também tinha sido incovenientemente bolinada por ele mas deixou para lá, afinal ele parecia inofensivo e amigo para caralho.
Era um safado, pervertido. Todo mundo pensou nisso, mas ninguém falou nada porque seria politicamente incorreto.
PS: Ju-ro que aconteceu.