bacanérrimo

Eu gosto da palavra bacanérrimo desde a primeira vez que ouvi. Desde então, uso mesmo. Sinceramente, este foi o único critério para escolher o nome do meu blog. Gosto de escrever mas tenho vergonha de mostrar o que escrevo. Então decidi ficar escondida atrás de uma URL simpática. E esperar que alguma coisa que eu escreva aqui vire spam e chegue um dia por e-mail, como se fosse um texto do Luiz Fernando Veríssimo. Ui, seria a glória.

10/05/2009

Oficina de Jezebel


Quando uma criatura não tem nada para fazer, é capaz das coisas mais bizarras e inúteis do mundo. Tão ruins que se tornam do caralho.
Você já ouviu falar de um cara chamado Gustavo Martins? Nem eu, até sexta-feira, quando me contaram de uma pesquisa totalmente inútil e hilária que o pilantra fez. Primeiro achei que era mentira mas depois vi que ele já deu entrevista sobre isso no programa de rádio do Pânico (para você ter uma idéia do naipe).
Mesmo sabendo que seria um trabalho idiota, que não chegaria a lugar algum, ele passou 6 meses pesquisando sobre as rimas mais manjadas e clichês da música brasileira para um trabalho de conclusão do curso de jornalismo. Escolheu as 500 músicas que mais tocavam nas rádios entre 2001 e 2005, tabelou as rimas até descobrir as que mais se repetiam.
O resultado: assim/mim (que se repete em 58 músicas), paixão/coração, dizer/você, amor/dor, caminho/sozinho, sorriso/paraíso até chegar em tesão/decepção. Achou pouco? Então olha a minha parte preferida desta história: o guri teve a manha de perceber que, se você trocar a palavra AMOR por AVÔ, a música continua rimando e fazendo sentido. Outro sentido, completamente diferente, mas faz. Eu fiquei horas tentando lembrar de outras além destas, que me fizeram rolar de rir:
O seu avô é canibal, comeu meu coração e agora sou feliz.
Meu avô, se você for embora, sabe lá o que será de mim.
Adocica, meu avô, adocica.
Avô da minha vida, daqui até a eternidade.
Quero um avô maior, um avô maior que eu. (rarararara)
É o avôôôô que mexe com a minha cabeça e me deixa assim.
Vem, meu avô me tirar da solidão, vem meu avô me tirar da solidão.
Meu avô, nosso avô estava escrito nas estrelas.
Ah, se tu soubesses como eu sou tão carinhoso e o muito, muito que te quero, e como é sincero o meu avô, eu sei que tu não fugirias mais de mim.
Avô, I love you. Avô, I love you.
O avô é fogo que arde sem se ver (isso se ele já morreu, é claro)

O mesmo amigo que me contou esta história também tem uma descoberta deste nível de importância: ele percebeu que qualquer música (qualquer uma, do Hino Nacional até qualquer coisa balbuciada pelo Carlinhos Brown) pode ser cantada no ritmo de Coração de Estudante. Mas não dá para escrever sobre isso. Escolha uma aleatoriamente e cantarole você mesmo. Funciona.

22 Comments:

Anonymous Gi said...

rsrsrsrs
Tô cantando tudo em ritmo de coração de estudante.
acho q viciei.

5:20 PM  
Anonymous Anônimo said...

hahahahah, um avô maior q eu, matou a pau!!!

7:40 PM  
Blogger Angélica Juns said...

hahahahha fantástico!

10:39 PM  
Blogger Kuka said...

Funciona com Mercedes Benz da Janis Joplin também. Qualquer música do mundo cabe (minha favorita é menino da porteira. Fica jóia)

11:11 PM  
Blogger 3du Mesa said...

Este post é worldnuclearsuperpower de tão bacana.

10:26 AM  
Blogger 3du Mesa said...

Desculpe, bacanérrimo.

10:26 AM  
Anonymous Júlia Zuza said...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Chorei de rir!! A melhor pesquisa feita nos últimos tempos!

1:07 PM  
Blogger Maíra said...

Sensacional, adorei o avô maior que eu... hahaha
beijooos

8:12 PM  
Blogger Raphael Guedes said...

Desculpe a ignorância, mas do que se trata a Oficina de Jezebel?

1:21 AM  
Anonymous Anônimo said...

Ele foi no Jô. Tu perdeu a arriação!!! Dá pra recuperar (creio) pelo You Tube
Bjuuu

5:17 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oi...é o Marcelo Barcelos, o anônimo aqui!
Bjuuuu

5:18 PM  
Anonymous Flavia Coradini said...

Meu caro Raphael Guedes, as Oficinas de Jezebel eram workshops de criação musical organizados pelo conjunto A Cor do Som nos anos 80.

5:56 PM  
Anonymous Pedrinho said...

Flávia, eu me lembro dos workshops. Mas, por favor me diga se isso tem algo a ver com o "azul de jezebel no céu de Calcutá"?

6:00 PM  
Anonymous Papo de louco para epilético said...

Pedrinho,
Se tiver amor ou avô na letra, tem a ver com o céu de calcutá.

9:16 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oh! Calcuta!!!????

1:02 AM  
Anonymous João Otávio Bittencourt Morales said...

Flávia, que porra é essa de workshop?

6:37 PM  
Anonymous Roger Bassetto said...

Gostava muito deste blog quando o pessoal não usava drogas.

6:40 PM  
Blogger Flavia Coradini said...

Padrinho e João Otávio,
acreditem as a Flavia Coradini que escreveu ali em cima não sou eu. Não faço a menor idéia de que workshop é esse. Aliás, faço sim: deve ser uma piada interna q acabou gerando uma confusão. Confesso que achei engraçada. Mas não fui eu.

bjs

7:33 PM  
Blogger Clauber said...

só posso dizer que AMOOOOOO essa guria!!!!

7:10 PM  
Blogger marcia said...

Eu acho que esse garoto das contas tem TOC...vocês não?

9:05 PM  
Blogger Marcio said...

No meio de uma madrugada de insônia resolvi xeretar a net enquanto o namorado dormia. Caí aqui, li, comecei a rir e acordei o coitado...rs.
Mesmo assim adorei.
BJS

4:15 AM  
Anonymous Anônimo said...

Flávia, estou procurando o João Otávio. Perdi o contato dele. Se você puder diga pra ele me procurar na casa da Umburanas. Muito Obrigada
Lúcia

5:14 PM  

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