O título deste post foi o nick do MSN de uma amiga hoje, dia dos namorados. Adorei porque resume um comportamento.
De longe, esta data causa muito mais comoção em quem não tem namorado do que nos próprios pombinhos. Quem tem, deixa o presente para a última hora, faz um programinha romântico em casa para não encarar fila de restaurante logo hoje. Tira de letra. Já nos solteiros, esta data causa reações adversas. Se você tem amor aos dentes, não pergunte “quais são os planos para hoje?” para quem você não tiver certeza absoluta que tem namorado. Não ter, neste dia, é péssimo, terrível, degradante.
Tem gente que quer matar os casaizinhos apaixonados, fica olhando com desdém para as pessoas com pacotes de presente andando pelas ruas e comenta: Tá vendo? Deixou para a última hora e ainda comprou coisa mixa. Também é comum ficar repetindo aos quatro ventos que é apenas mais uma data para estimular o consumo, blá, blá, blá. Mas a verdade é que todo mundo está é doido para consumir alguém. Vamos ser honestos.
Milhares de baladas de solteiros pipocam pela cidade. Sair, se divertir, navegar é preciso. Quem não tem namorado quer é beber todas para esquecer esta data e chegar amanhã no trabalho com cara de “aprontei muito”. Mesmo que a balada tenha sido só um porre.
Quem não vai por nada deste mundo para a balada dos solteiros sedentos prefere passar o dia fazendo piadas para descontrair. Tipo: nem ligo. Duas amigas telefonaram para me desejar feliz dia dos namorados. Outra perguntou se eu tinha comido alho para comemorar esta noite. Eu mesma sugeri que uma turma fizesse uma reserva num restaurante romântico. Mesa para 10. Qualquer coisa a gente fala que é uma suruba. Tudo para ocupar metade do ninho de amor dando gargalhadas sonoras e quebrando o clima. Su-per engraçado, né? Pura inveja.
Abafa, vai. Amanhã é dia de Santo Antônio. Vai que ele ouve as preces da minha mãe.